terça-feira, 12 de julho de 2016

A Origem da Fada do Dente

Cena do filme "O Fada do Dente"


No período medieval, quando as pessoas acreditavam que as bruxas podiam lançar uma maldição em alguém usando seus dentes arrancados, desfazer-se dos dentes virou algo  bem sério. Os dentes de leite das crianças eram engolidos, enterrados, queimados ou deixados em cantos de casa para que os roedores devorassem.

Enquanto isso, vikings adultos pagavam ás crianças por dentes arrancados, que usavam em colares para lhe trazerem boa sorte nas batalhas. A ideia de trocar um dente por moedas presumivelmente espalhou-se com os viajados vikings e as duas tradições começaram a se fundir.

Outra superstição relacionada á perda dos dentes pode ser encontrada no período medieval, quando era dito ás crianças que queimassem os seus dentes de leite. Quem não o fizesse estaria correndo o risco de caçar seus dentes perdidos por toda a eternidade.

A fada não tinha envolvimento algum até então. Na França do século 17, a ideia de um 'rato dos dentes' veio do conto popular La Bonne Petite Souris, no qual o rato se transforma-se em uma fada e resgata uma rainha presa depois de empurrar seu perverso rei de uma árvore, para que quatro de seus dentes fossem quebrados. Pode ser que a história tenha se fundido em uma associação entre o bondoso rato dos dentes  e uma fada. Somente no início do século 20 surgiu a fada dos dentes que se conhece hoje, uma profissional dedicada que se aproxima voando, quando as crianças vão dormir, para trocar um dente arrancado por dinheiro.


Nos Estados Unidos, a peça A Fada dos Dentes, escrita por  Esther Watkins Arnold em 1927, e o livro homônimo escrito por Lee Rogow em 1949, ajudou a estabelecer a fada do dente no folclore infantil.