sábado, 4 de junho de 2016

Os Três heróis brasileiros - FEB



Em uma linha de frente o que se passa na cabeça de um soldado ? Pergunta difícil.  Apenas se pode imaginar coisas como: “É agora! Estamos em maioria é só passar fogo e isso acaba logo” ou ao contrário: Não temos como sair daqui, então já que vou morrer mesmo vou levar mais alguns deles comigo e morrer como homem!”, Esse “ao contrário” é o que deve ter passado pelas cabeças do cabo José Graciliano Carneiro da Silva, um pernambucano de Recife, do soldado Clóvis da Cunha Paes e Castro de Açaré – Ceará e do também soldado Aristides José da Silva, mineiro de Leopoldina, todos do 1º RI. Ao amanhecer de 24 de janeiro de 1945, uma patrulha comandada pelo sargento Virgulino Loyola recebeu ordens de tomar a cota 720 na região de Precária. Durante a progressão foi alvejada muito de perto por tiros de armas automáticas e morteiros matando uns e ferindo outros, inclusive seu comandante. Diante da ordem de recuar, só cinco dos noves componentes do grupo de combate, voltaram. Além do sargento , ferido e feito prisioneiro, tombaram para sempre Clóvis, José Graciliano e Aristides.

Aos 5 de março do mesmo ano, após a tomada de Castelnuovo, foram encontrados os corpos dos três heróis em uma sepultura simples, com uma cruz tosca cravada que dizia em alemão “3 TAPFERE - BRASIL – 24/I/45” ( 3 bravos – Brasil ) como tributo a valentia e ousadia que com certeza os três tiveram no combate com a tropa inimiga, pois eles decididamente não tinha por hábito sepultar seus adversários. O que teriam feito nossos três heróis para receber tal reconhecimento? Só Deus sabe, mas com certeza foi algo que impressionou o comandante da tropa inimiga. Todos nós já tínhamos conhecimento do feito dos mineiros do 11º RI, Geraldo Baeta da Cruz, Arlindo Lúcio da Silva e Geraldo Rodrigues de Souza que, se é que podemos dizer assim, foram também homenageados da mesma forma pelo seus atos de bravura aos 14 de abril de 1945 durante a tomada de Montese e com isso,não poderíamos de deixar registrado para a posterioridade o feito de Clóvis, José Graciliano e Aristides que deram a suas vidas pela paz mundial tombando como verdadeiros heróis.

-Clóvis da Cunha Paes de Castro:




1º Regimento de Infantaria. Embarcou para além mar em 20 de setembro. Natural de Assaré Estado do Ceará. Filho de Arthur Moreira Paes de Castro  e D.Maria José da Cunha, tendo como pessoa responsável o Sr. Arthur Paes de Castro do Instituto do Álcool  e Açúcar, Praça 15 de Novembro nº 42 Distrito Federal. Faleceu em ação  no dia 24 de janeiro de 1945, na Itália,e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistola, na quadra B, fileira nº 8, sepultura  nº 91, marca- lenho provisório.Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil, e Cruz de Combate de 2º Classe.No decreto que  lhe concedeu está ultima condecoração, lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália". Na tentativa de tomar a cota 720 na região de Precária pelo seu grupo de combate , foi atingido pelo fogo inimigo. Foi enterrado pelos alemães como herói.

-José Graciliano Carneiro da Silva:



1º Regimento de Infantaria .Embarcou além mar em 20 de janeiro de 1944. Natural de Estado de Pernambuco, filho de João Graciliano carneiro da Silva e D.Quinteria de Moraes Carneiro, residente a rua da Báixa Verde nº 218  ,Coqueiral, Recife, Estado de Pernambuco.faleceu em combate no dia 24 de janeiro de 1945 na Itália e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistoia na quadra B fileira  n 8, sepultura  nº 63, marca lenho provisório. Na tentativa de tomar a cota 720 na região de Precária pelo seu grupo de combate , foi atingido pelo fogo inimigo. Foi enterrado pelos alemães como herói.

-Aristides José da Silva:



1º Regimento de Infantaria.Embarcou além mar em 20 de setembro de 1944. Natural de Leopoldina, Estado de Minas Gerais.Filho de Sr.Antônio José e D. Inez Francisca tendo como pessoa responsável o Sr. marques de Paula , residente em São José de Ubá, Camboaci Estado do Rio de Janeiro.Faleceu em ação no dia 24 de janeiro de 1945 na Itália e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistoia, na quadra B, fileira n 8 , sepultura nº 94, marca lenho provisório. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil, e Cruz de Combate de 2º Classe.No decreto que lhe concedeu está ultima condecoração, lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália" Na tentativa de tomar a cota 720 na região de Precária pelo seu grupo de combate , foi atingido pelo fogo inimigo. Foi enterrado pelos alemães como herói.



sexta-feira, 3 de junho de 2016

5 fatos desconhecidos sobre a Proclamação da República

Proclamação_da_República_by_Benedito_Calixto_1893


1- Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca foi acordado em meio à madrugada para realizar o histórico ato. Um detalhe curioso é que Deodoro estava com um ataque de dispneia, o que lhe fazia sentir diversas dores em seu ventre.

2- Não houve qualquer tipo de derramamento de sangue durante a Proclamação da República, exceto o Ministro da Marinha, José da Costa Azevedo, por ter reagido à voz de prisão, após as tropas se perfilarem para ouvirem o Hino Nacional brasileiro.

3- De acordo com relatos oficiais, a reação da nobreza brasileira foi a seguinte: Tereza Cristina chorou ininterruptamente, Isabel ficou relativamente muda por um longo intervalo de tempo e Dom Pedro II entoava constantemente que todos estavam literalmente loucos.

4-  Esses foram os dizeres do Imperador Dom Pedro II, em uma carta aos brasileiros: “…Resolvo partir com a minha família para a Europa amanhã… Ausentando-me, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança,e faço os mais sinceros votos para que atinja a sua grandeza e a merecida  prosperidade…“.

5- Dom Pedro II morreu deitado em cima de um travesseiro, que ele havia enchido de terra do solo brasileiro.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

5 fatos desconhecidos sobre a Independência do Brasil

gritodoipiranga


1-  Os cavalos da famosa obra “O Grito do Ipiranga”, na verdade eram jumentos. Mas para deixar o ato histórico e a imagens, um tanto quanto, mais imponentes, eles substituíram os animais.

2- Estudos históricos revelaram que Dom Pedro I, não parou próximo às margens do Rio Ipiranga, por ele ser eventualmente um belo palco para um marco histórico, mas sim por ele estar com uma baita diarreia e lá ser um ótimo lugar para que ele pudesse ‘evacuar’ tranquilamente em um bom período de tempo.

3-  Dom Pedro e Leopoldina tiveram um duríssimo trabalho para consolidar perante as outras nações importantes do mundo, a independência do Brasil., Até mesmo perante o pai de Leopoldina, o imperador da Áustria, Francisco I, líder absoluto da Santa Aliança, que tinha o intuito de limitar e controlar os ideais iluministas, além das políticas de ideais liberais ao redor da Europa.

4- Dom Pedro I, teve que pagar à Portugal mais de 2.000.000 de libras, pela nossa independência.

5- O nosso Imperador se recusou a anexar a Angola, colônia portuguesa, ao país. Houve uma discussão, onde lhe foi sugerida a alocação da colônia angolana ao Brasil, mas Pedro não quis facilitar o comércio e tráfico de escravos.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

5 fatos desconhecidos sobre o Descobrimento do Brasil

Oscar_Pereira_da_Silva_-_Desembarque_de_Pedro_Álvares_Cabral_em_Porto_Seguro_em_1500

1- Mais de três meses antes do descobrimento ‘oficial’ do Brasil, em janeiro de 1500, o navegante espanhol Vicente Pinzón relatou ter chegado a um local perambulando pelos mares que era completamente desconhecido pelos reinos de Espanha e Portugal, ou seja…

2- De acordo com o livro “Sobre os Mares do Mundo”, escrito pelo português Duarte Pacheco Pereira, que esteve presente no Tratado de Tordesilhas de 1494, ele visitou terras desconhecidas ao ocidente do Oceano Atlântico. De acordo com Pacheco, no ano de 1498, ao pisar em terra firme, notou algumas ilhas de beleza estonteante, recheadas de ‘Brasil’ (Pau-Brasil).

3- Pedro Álvares Cabral, recebeu 35 quilos de ouro pela sua viagem pelo Atlântico, até descobrir o Brasil. Além do direito de poder mover 30 toneladas de pimenta gratuitamente em sua caravela.

4- O trabalho de cartografia mais antigo do país, é datado de 6 de maio de 1500. É atribuído ao astrônomo da caravela de Pedro Álvares Cabral.

5- De acordo com documentos e relatos pertinentes às respectivas épocas, Américo Vespúcio, Yanez Pinzón, Diego de Lepe, e até mesmo, há quem defenda a teoria de que chineses e vikings, cruzaram o Atlântico e passaram pelo Brasil.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Quem foi Boston Corbett ?



John Wikes Boston foi o homem que atirou em Abraham Lincoln no teatro Ford, em Washington DC. O homem que atirou em Booth chamava-se Boston Corbett. Após o assassinato do presidente em abril de 1865, Booth  fugiu, mas acabou sendo encontrado em uma fazenda na Virgínia por um grupo de soldados. As ordens eram para levá-lo com vida, mas Corbett, um dos soldados, atirou em seu pescoço. Corbett era um homem muito estranho. Alguns anos antes, ele havia se castrado para evitar as tentações de prostitutas. Mais tarde, ele se tornou um recluso, e acredita-se que tenha morrido em u, incêndio florestal em 1894.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Hitler tinha um senso de humor ?


Segundo as pessoa que foram mais próximas de Hitler,, descreveram como um homem que raramente sorria no dia a dia. Algumas piadas o agradavam mas, na maioria do tempo, ele era bem reservado, relatou o guarda costa de Hitler, Rochus Mish. Mais o Führer tinha um repertório de histórias sobre outros líderes nazistas, principalmente com o Hermann  Göring. Hitler achava engraçada a preferência dele por uniformes pomposos, e uma das suas piadas favoritas era sobre a roupa do chefe da força aérea alemã.

"A Sra. Göring entra nos aposentos e vê seu marido balançar seu bastão de marechal sobre umas cuecas.
 -"Hermann, o que você está fazendo?", pergunta.
 -"Estou promovendo minhas roupas de baixo e roupas de cima", responde Goring alegremente."

Durante a guerra, os momentos de humor de Hitler eram raros.


domingo, 29 de maio de 2016

Armas da Itália durante a Segunda Guerra

-Breda 30



O Fucile Mitragliatore Breda 30 foi a metralhadora padrão do Exército Italiano durante a Segunda Guerra. A Breda 30 é lembrada como uma arma ruim pois tinha uma baixa razão de fogo e usava o fraco cartucho 6,5x52mm. A arma era alimentada por um pente que se encaixava ao lado dela.

A arma tinha um mecanismo de lubrificação que molhava em óleo cada cartucho que entrava na câmara e isso causava o aquecimento do cano rapidamente, fazendo com que a munição disparasse antes de estar totalmente na câmara.

Algumas Bredas foram convertidas em M37, que utilizava o cartucho de 7-35mm, mas as conversões nunca chegaram a um grande número devido a problemas industriais. A Breda 30 ficou em serviço entre 1930 e 1945.
Especificações da Breda 30

Tipo: metralhadora leve 
Comprimento: 1.230mm
Comprimento do cano: 450mm
Peso: 10,6kg
Cartucho: 6,5x52mm Mannlicher-Carcano
Razão de fogo: 500 tiros por minuto
Velocidade inicial do projétil: 630m/s
Alcance efetivo: 800m
Alcance máximo: 3.000m
Alimentação: Pente de 20 cartuchos

-Pistola Beretta Modelo 1934


 Excelente arma, a submetralhadora Beretta 1938A foi produzida em larga escala, mantendo, porém, um padrão de qualidade sem similar em outras companhias da época. Com a rendição da Itália em 1943, tornaram-se o armamento padrão alemão na península, pois controlavam a maior parte do país, confiscando a produção local.

Especificações:

Modelo: 1938A
Calibre: 9 mm
Comprimento: 946 mm (total) e 315 mm (cano)
Peso: 4,97 Kg (com carregor cheio)
Carregador: Pente com 10, 20, 30 ou 40 cartuchos
Cadência de Tiro: 600 tpm
Velocidade Inicial do Projétil: 420 m/s

-Fuzil Carcano 1891


O Carcano era a arma de pólvora sem fumaça do Exército Italiano, usando um ferrolho Mauser e um sistema de alimentação baseado nos desenhos de Mannlicher. Originalmente seguia o princípio da arma de pequeno calibre (6,5 mm), adotado também pela Suécia e Japão. Arma simples, leve e barata, já estava obsoleta no final da Grande Guerra, mas continuou em uso. Pouco antes da 2ª Guerra, uma variante foi feita (modelo 1938), com calibre 7,35 mm, mas essa nunca substituiu as armas antigas. Foram feitos fuzis e carabinas de cavalaria, sendo que estas últimas normalmente tinham uma baioneta rebatível presa ao cano.

Especificações:

Modelo: Fuzil 1891
Calibre: 6,5 x 52 mm
Comprimento: 128 cm
Comprimento do cano: 78 cm
Peso: 3,75 kg
Carregador: descartável, de seis cartuchos. A arma não podia ser alimentada tiro a tiro

-Metralhadora Fiat-Revelli M1914



 Arma com algumas características exóticas, como um sistema de refrigeração em que a água fervente era resfriada e depois levada de novo a manga em torno do cano e o sistema de carregamento, que era alimentado por carregadores de cinco tiros de fuzis de infantaria. A alimentação era problemática, havendo um sistema de lubrificação automática dos cartuchos antes destes irem para a câmara. Apesar desse desenho complicado, era mais leve que as metralhadoras similares e funcionava bem, o seu maior problema sendo o cartucho fraco, que levou à sua substituição parcial em 1937 por uma arma de desenho quase idêntico, mas refrigerada a ar e com um cartucho mais forte.

Especificações:

Calibre: 6,5 x 52 mm Carcano
Comprimento: 118 cm (total da arma sem reparo), 65,4 cm (cano)
Peso: 35 kg (total), 16,65 kg (arma)
Raiamento: 4 raias para a direita
Alimentação: carregadores de fuzil, receptáculo para 10 carregadores.
Cadência de tiro: 400 tiros por minuto
Velocidade inicial: 640 m/s
Alcance de uso: 1.500 m