segunda-feira, 6 de junho de 2016

72 anos do Dia D





O Dia D foi a maior invasão de tropas transportadas por mar da História, ocorreu no dia 6  de junho de 1944, foi uma parte da Operação Overlod, que deu inicio a libertação da Europa Ocidental ocupada pelos nazistas. O Planejamento teve início em 1943, que a campanha foi precedida de uma fraude militar cujo o seu objetivo era confundir os alemães em questão  de data e o  local em que as forças aliadas desembarcariam na costa da Normandia, chamada Operação Guarda-Costa. As condições meteorológicas no Dia D não era nada bom, mais não tinha como adiar a ação, uma vez que a invasão considerava a fase da lua, a maré e a hora em que desembarques deveriam ocorrer. Tais requisitos ideais ocorriam em apenas poucos dias do mês, o que levaria a um atraso de semanas.

O General Rommel, provavelmente o maior estrategista alemão da Segunda Guerra, ficou encarregado das defesas alemãs, construído uma linha de fortificações que ficou conhecida como Muro do Atlântico. Não foi, porém, capaz de conter os 176 mil soldados comandados pelo general americano Dwight Eisenhower que desembarcaram na praia de Omaha em 6 de junho de 1944 - o Dia D. Os desembarques foram realizados em veículos anfíbios, foram precedidos por intensos bombardeiros ás posições alemãs foram realizados tanto por navios como por aviões. Pouco depois da meia noite, 24 mil soldados britânicos, americanos e canadenses saltaram de paraquedas atrás das linhas inimigas para capturar pontes e linhas ferroviárias. A infantaria aliada e divisões blindadas começaram o desembarque ás 6h30.

O Trecho da costa normanda de 80 quilômetros, onde os soldados deveriam desembarcar, foi dividido em cinco setores: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword Beach. Ventos fortes desviaram as embarcações a uma posição a leste do planejamento. Os homens desembarcaram  sob o forte fogo a partir de casamatas construídas em pontos estratégicos nas praias. O Terreno estava minado e repleto de obstáculos, como estacas de madeiras e arames farpado, o que dificultou ainda mais a operação e provocou pesadas baixas. Veteranos descreveram o combate como "uma carnificina'. Os aliados não conseguiram, porém, realizar todas as suas metas num único dia. De fato, apenas duas praias, Juno e Gold, foram tomadas no primeiro dia. Apesar dos revezes, os aliados usaram as praias conquistadas para gradualmente expandir seu controle na região nos meses subsequentes. Os alemães perderam cerca de mil homens no Dia D, enquanto os aliados tiveram cerca de 4,4 mil óbitos. No final de junho, cerca de um milhão de soldados aliados já estavam estacionados na França. Em 25 de agosto, os aliados chegavam a Paris e libertavam a França.

domingo, 5 de junho de 2016

Armas da União Soviética na Segunda Guerra

-Metralhadora Degtyaryov




A Ruchnoy Pulemyot Degtyaryov Pekhotny ou DP era uma metralhadora leve de fácil fabricação (as primeiras não tinham mais que 80 peças) e podia ser produzida até por trabalhadores amadores. Era uma metralhadora muito resistente a sujeira. Em seus testes ela era enterrada na lama e na areia e mesmo assim ela era capaz de continuar funcionando. A desvantagem da DP era seu bipé que não era forte e quebrava facilmente. Outro problema era recarregar a arma, o que levava muito tempo. Por outro lado, a baixa razão de fogo da DP reduzia o risco do superaquecimento do cano da arma.
Apelidada de "Record Player", a DP tinha fama de ser uma efetiva arma leve de suporte. A DP foi substituída na década de 50 pela RDP e na década de 60 ela ja havia perdido todo seu espaço na União Soviética para a PK.

Na Guerra de Inverno e na Guerra da Continuação ele foi capturada e utilizada pelos finlandeses que a apelidaram de Emma. No verão de 1944 o Exército Finlandês tinha cerca de 9.000 DP capturadas em uso nas suas linhas de frente. Cerca de 795.000 DP foram produzidas.

Especificações da DP

Calibre: 7,62x54mm
Peso: 9,12kg
Comprimento: 1.270mm
Comprimento do cano: 604mm
Razão de fogo: entre 500 e 600 tiros por minuto
Velocidade inicial do projétil: 840m/s
Alcance efetivo: 800m
Ação: operada a gás
Alimentação: tambor de 47 cartuchos

-PPSh-41




A PPSh-41 era para o Exército Vermelho o mesmo que a Sten era para os Ingleses ou a MP 40 para os Alemães. Era a equivalente soviética na produção em massa de submetralhadoras, utilizando simples métodos e simples sistemas de operação. A PPSh-41 foi projetada em 1940 mas só em 1942 que ela começou a ser fornecida aos soldados soviéticos em grandes quantidades. Por ter sido projetada baseada na produção rápida e fácil, ela era entregue aos milhares vinda desde indústrias até oficinas em áreas rurais. Em 1945 cerca de cinco milhões de unidades haviam sido produzidas.

Apesar de ser uma arma de linha de produção em massa ela era bem feita. O corpo era feito de madeira sólida e tinha uma ótima razão de fogo. Folhas de metal também eram empregadas na sua produção. O tambor da metralhadora era o mesmo utilizado em metralhadoras soviéticas antigas. O fogo, automático ou tiro único, era facilmente selecionado por uma alavanca próxima do gatilho.
Tantes PPSh foram produzidas que era bastante utilizada até pelos Alemães que recalibravam algumas capturadas para 9mm. Partisans descobriram que a arma era ótima para seus propósitos e após a Segunda Guerra a PPSh tornou-se bastante comum nos países de influência soviética.

Especificações da PPSh-41

Calibre: 7,62
Comprimento: 828mm
Comprimento do cano: 265mm
Peso: 5,4kg
Pente: tambor de 35 ou 71 cartuchos
Velocidade inicial do projétil: 488m/s

-PPD 1934/38 e PPD 1940


A União Soviética teve problemas suficientes na década de 20 para se preocupar com projetos de novos armamentos. Quando as coisas se ajeitaram para que o Exército Vermelho pudesse ser reequipado, as submetralhadoras não eram uma prioridade e ao invés de alguma inovação, a primeira submetralhadora soviética era uma combinação de projetos antigos. Essa era a PPD-1934.
Em 1934, quando foi produzida pela primeira vez, essa arma era uma combinação da finlandesa Suomi m/1931 e das alemãs MP18 e MP38. Esse modelo foi produzido até 1940 quando algumas modificações foram introduzidas para justificar o nome PPD 1934/38. Não havia nada de novo na PPD 1934/38. O mecanismo de operação era quase o mesmo usado em submetralhadoras alemãs e após tentativas de projetar componentes soviéticos, o pente acabou sendo copiado da Suomi. Este pente comportava 71 cartuchos mas havia outro modelo de pente, curvado, que carregava até 25 cartuchos.

Havia uma variação da PPD 1934/38 que foi posta em produção em 1940 sob o nome de PPD 1940. Tinha uma peculiaridade pouco comum em outras submetralhadoras que era o modo em que seu pente encaixava-se na arma.

Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, a PPD 1934/38 e a PPD 1940 encontravam-se em poucos números no Exército Vermelho e tiveram pouco impacto nos eventos seguintes. As armas deste modelo que eram capturadas pelos Alemães eram entregues as suas unidades de segunda linha. Ao fim de 1941 a PPD 1940 ja estava fora de produção simplesmente porque os Alemães ja haviam tomado as indústrias envolvidas em sua produção e o Exército Vermelho necessitava de uma nova submetralhadora de fabricação mais fácil.

Especificações da PPD 1934/38

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 780mm
Comprimento do cano: 269mm
Peso: carregada: 5,69kg
Pente: 71 cartuchos no tambor e 25 cartuchos no pente curvo
Razão de fogo: 800 tpm
Velocidade inicial do projétil: 488m/s


-Rifles Mosin-Nagant



Quando o exército Russo decidiu adotar um novo rifle para substituir os rifles Berdan em meados de 1880, foi decidido combinar o projeto de duas armas, um dos irmãos Nagant e outro do Capitão Mosin. O resultado foi o rifle Mosin-Nagant Modelo 1891 com o qual o exército do Tzar lutou suas últimas batalhas. O Modelo 1891 disparava um projétil de 7,62mm.

Em 1930 iniciou-se um programa de modernização dos velhos rifles. O Modelo 1891/30 era mais curto que o original e teve algumas mudanças para facilitar a produção. Foi o principal rifle soviético durante a Segunda Guerra. Alguns eram utilizados por snipers enquanto que outros tinham silenciador e um lançador de granada. Alguns rifles Mosin-Nagant também foram fabricados na forma de carabina para serem utilizados em cavalarias. O primeiro foi o Modelo 1910, seguido pelo Modelo 1938 e em 1944 foi introduzido o Modelo 1944 mas este era apenas o Modelo 1938 com uma baioneta dobrável e fixa.

Os rifles Mosin-Nagant foram também utilizados pelos finlandeses, poloneses e milhares destes rifles caíram em mãos alemãs e serviram em suas mílicias e unidades de guarnição. A maioria eram rifles Modelo 1891/30 designados pelos alemães de Gewerh 254(r). Mas em 1945 eles ja eram distribuídos aos soldados da Volkssturm sob o nome de Gewerh 252(r) e muitas unidades que serviram na Muralha do Atlântico utilizaram o Modelo 1891/30.

Com a introdução dos rifles automáticos após o fim da guerra o Mosin-Nagant perdeu espaço e foi pouco a pouco sendo retirado de serviço do Exército Soviético.

Especificações do Modelo 1891/30

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 1.232mm
Comprimento do cano: 729mm
Peso: 4kg
Velocidade inicial do projétil: 811m/s
Pente: 5 cartuchos

Especificações do Modelo 1938

Calibre: 7,62mm
Comprimento: 1.016mm
Comprimento do cano: 508mm
Peso: 3,47kg
Velocidade inicial do projétil: 766m/s
Pente: 5 cartuchos


-Rifles Tokarev



Os Soviéticos desenvolveram através dos anos, um considerável talento para inovações em pequenas armas. O primeiro foi o Avtomaticheskaia Vintovka Simonova (AVS36), introduzido em 1936. Apesar de muitos terem sido fabricados, o AVS não fez muito sucesso, ele produzia um enorme recuo, além de que a sujeira e a poeira entravam facilmente nos seus mecanismos. O AVS viu pouco serviço.
O SVT 38 (Samozariadnya Vintovka Tokareva) que substituiu o AVS em 1938 foi projetado por V.F. Tokarev. Era operada a gás, como o AVS, e para reduzir seu peso, seus mecanismos eram muito fracos para aguentarem um uso prolongado, além de frequentes problemas como partes quebradas. A produção do SVT38 encerrou em 1940 para ser subistituído pelo SVT40 que tinha o quase o mesmo tipo de mecanismo, porém era feito muito mais robusto, que resultou em uma arma muito melhor. Mas ainda tinha o problema de um forte recuo. Em ordem de obter o melhor do SVT40, a arma era normalmente utilizada por soldados bem treinados que poderiam utilizar de todo o potencial de fogo rápido da arma. Algumas tinham miras telecópicas para snipers. 

Quando os Alemães invadiram a União Soviética em 1941, eles logo se depararam com o SVT38 e o SVT40 e os utilizavam sob os nomes de Selbstladegewehr 258 e Selbstladegewehr 259 respectivamente. Uma vez que o mecanismo a gás foi examinado, ele foi copiado e utilizado no rifle Gewehr 43.

A produção do SVT40 na União Soviética continuou quase até o fim da guerra. O SVT40 teve grande influência nas futuras armas soviéticas, desde rifles automáticos até culminar no AK-47. Também causou um grande impacto nas táticas da infantaria soviética.

Especificações do SVT40 

Calibre: 7.62mm 
Comprimento: 1,22m 
Comprimento do cano: 625mm 
Peso: 3,89kg 
Velocidade do projétil: 830m/s
Pente: 10


-Tokarev TT-33



A primeira pistola automática Tokarev que viu extensivo serviço foi a Tokarev TT-30, mas poucas destas pistolas haviam sido produzidas antes que um projeto modificado conhecido como TT-33 fosse introduzido em 1933. Esta pistola foi então adotada como a pistola padrão do Exército Vermelho para substituir os revólveres Nagant que serviram tão bem durante muitos anos. A pistola TT-33 nunca substituiu totalmente os revólveres Nagant até 1945 porque o revólver provou ser muito confiável e resistente sob as brutas condições de serviço em todos os fronts.

A TT-33 era basicamente uma versão soviética da pistola americana Colt-Browning e tinha o mesmo sistema de operação empregado na pistola M1911. De qualquer forma, os projetistas soviéticos fizeram diversas alterações que fizeram o mecanismo mais fácil de se produzir e mais fácil de se manter sob as condições de campo. O resultado foi uma arma resistente e prática capaz de suportar um extensivo uso.

Em 1945, a TT-33 já havia substituído todos os revólveres Nagant em serviço e a influência Soviética se espalhou pelo Europa e o mundo, assim como a produção da TT-33. Dessa forma, a TT-33 é encontrada em variadas formas similares, como a chinesa Type 51. A Polônia também produzia a TT-33 para seu próprio uso e para exportar para a Alemanha Oriental e a Tchecoslováquia. A Coréia do Norte tem sua própria variante na forma da M68. A maior fabricante da TT-33 é a Hungria, que a redesenhou em diversas formas e a recalibrou para 9mm. O resultado é conhecido como Tikagypt e foi exportada para o Egito, onde ainda é utilizada pela polícia local.

A Tokarev TT-33 hoje já não se encontra mais em uso nas Forças Armadas Soviéticas, que passaram a utilizar a Markarov. Apesar da introdução da Markarov, muitas unidades de segunda linha e milícias dos países do Pacto de Varsóvia ainda utilizavam a TT-33.

Especificações da Tokarev TT-33

Cartucho: 7,62mm
Comprimento: 196mm
Comprimento do cano: 116mm
Peso: 0,830kg
Velocidade: 420 m/s
Pente da arma: 8 projéteis







sábado, 4 de junho de 2016

Os Três heróis brasileiros - FEB



Em uma linha de frente o que se passa na cabeça de um soldado ? Pergunta difícil.  Apenas se pode imaginar coisas como: “É agora! Estamos em maioria é só passar fogo e isso acaba logo” ou ao contrário: Não temos como sair daqui, então já que vou morrer mesmo vou levar mais alguns deles comigo e morrer como homem!”, Esse “ao contrário” é o que deve ter passado pelas cabeças do cabo José Graciliano Carneiro da Silva, um pernambucano de Recife, do soldado Clóvis da Cunha Paes e Castro de Açaré – Ceará e do também soldado Aristides José da Silva, mineiro de Leopoldina, todos do 1º RI. Ao amanhecer de 24 de janeiro de 1945, uma patrulha comandada pelo sargento Virgulino Loyola recebeu ordens de tomar a cota 720 na região de Precária. Durante a progressão foi alvejada muito de perto por tiros de armas automáticas e morteiros matando uns e ferindo outros, inclusive seu comandante. Diante da ordem de recuar, só cinco dos noves componentes do grupo de combate, voltaram. Além do sargento , ferido e feito prisioneiro, tombaram para sempre Clóvis, José Graciliano e Aristides.

Aos 5 de março do mesmo ano, após a tomada de Castelnuovo, foram encontrados os corpos dos três heróis em uma sepultura simples, com uma cruz tosca cravada que dizia em alemão “3 TAPFERE - BRASIL – 24/I/45” ( 3 bravos – Brasil ) como tributo a valentia e ousadia que com certeza os três tiveram no combate com a tropa inimiga, pois eles decididamente não tinha por hábito sepultar seus adversários. O que teriam feito nossos três heróis para receber tal reconhecimento? Só Deus sabe, mas com certeza foi algo que impressionou o comandante da tropa inimiga. Todos nós já tínhamos conhecimento do feito dos mineiros do 11º RI, Geraldo Baeta da Cruz, Arlindo Lúcio da Silva e Geraldo Rodrigues de Souza que, se é que podemos dizer assim, foram também homenageados da mesma forma pelo seus atos de bravura aos 14 de abril de 1945 durante a tomada de Montese e com isso,não poderíamos de deixar registrado para a posterioridade o feito de Clóvis, José Graciliano e Aristides que deram a suas vidas pela paz mundial tombando como verdadeiros heróis.

-Clóvis da Cunha Paes de Castro:




1º Regimento de Infantaria. Embarcou para além mar em 20 de setembro. Natural de Assaré Estado do Ceará. Filho de Arthur Moreira Paes de Castro  e D.Maria José da Cunha, tendo como pessoa responsável o Sr. Arthur Paes de Castro do Instituto do Álcool  e Açúcar, Praça 15 de Novembro nº 42 Distrito Federal. Faleceu em ação  no dia 24 de janeiro de 1945, na Itália,e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistola, na quadra B, fileira nº 8, sepultura  nº 91, marca- lenho provisório.Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil, e Cruz de Combate de 2º Classe.No decreto que  lhe concedeu está ultima condecoração, lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália". Na tentativa de tomar a cota 720 na região de Precária pelo seu grupo de combate , foi atingido pelo fogo inimigo. Foi enterrado pelos alemães como herói.

-José Graciliano Carneiro da Silva:



1º Regimento de Infantaria .Embarcou além mar em 20 de janeiro de 1944. Natural de Estado de Pernambuco, filho de João Graciliano carneiro da Silva e D.Quinteria de Moraes Carneiro, residente a rua da Báixa Verde nº 218  ,Coqueiral, Recife, Estado de Pernambuco.faleceu em combate no dia 24 de janeiro de 1945 na Itália e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistoia na quadra B fileira  n 8, sepultura  nº 63, marca lenho provisório. Na tentativa de tomar a cota 720 na região de Precária pelo seu grupo de combate , foi atingido pelo fogo inimigo. Foi enterrado pelos alemães como herói.

-Aristides José da Silva:



1º Regimento de Infantaria.Embarcou além mar em 20 de setembro de 1944. Natural de Leopoldina, Estado de Minas Gerais.Filho de Sr.Antônio José e D. Inez Francisca tendo como pessoa responsável o Sr. marques de Paula , residente em São José de Ubá, Camboaci Estado do Rio de Janeiro.Faleceu em ação no dia 24 de janeiro de 1945 na Itália e foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistoia, na quadra B, fileira n 8 , sepultura nº 94, marca lenho provisório. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil, e Cruz de Combate de 2º Classe.No decreto que lhe concedeu está ultima condecoração, lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália" Na tentativa de tomar a cota 720 na região de Precária pelo seu grupo de combate , foi atingido pelo fogo inimigo. Foi enterrado pelos alemães como herói.



sexta-feira, 3 de junho de 2016

5 fatos desconhecidos sobre a Proclamação da República

Proclamação_da_República_by_Benedito_Calixto_1893


1- Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca foi acordado em meio à madrugada para realizar o histórico ato. Um detalhe curioso é que Deodoro estava com um ataque de dispneia, o que lhe fazia sentir diversas dores em seu ventre.

2- Não houve qualquer tipo de derramamento de sangue durante a Proclamação da República, exceto o Ministro da Marinha, José da Costa Azevedo, por ter reagido à voz de prisão, após as tropas se perfilarem para ouvirem o Hino Nacional brasileiro.

3- De acordo com relatos oficiais, a reação da nobreza brasileira foi a seguinte: Tereza Cristina chorou ininterruptamente, Isabel ficou relativamente muda por um longo intervalo de tempo e Dom Pedro II entoava constantemente que todos estavam literalmente loucos.

4-  Esses foram os dizeres do Imperador Dom Pedro II, em uma carta aos brasileiros: “…Resolvo partir com a minha família para a Europa amanhã… Ausentando-me, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança,e faço os mais sinceros votos para que atinja a sua grandeza e a merecida  prosperidade…“.

5- Dom Pedro II morreu deitado em cima de um travesseiro, que ele havia enchido de terra do solo brasileiro.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

5 fatos desconhecidos sobre a Independência do Brasil

gritodoipiranga


1-  Os cavalos da famosa obra “O Grito do Ipiranga”, na verdade eram jumentos. Mas para deixar o ato histórico e a imagens, um tanto quanto, mais imponentes, eles substituíram os animais.

2- Estudos históricos revelaram que Dom Pedro I, não parou próximo às margens do Rio Ipiranga, por ele ser eventualmente um belo palco para um marco histórico, mas sim por ele estar com uma baita diarreia e lá ser um ótimo lugar para que ele pudesse ‘evacuar’ tranquilamente em um bom período de tempo.

3-  Dom Pedro e Leopoldina tiveram um duríssimo trabalho para consolidar perante as outras nações importantes do mundo, a independência do Brasil., Até mesmo perante o pai de Leopoldina, o imperador da Áustria, Francisco I, líder absoluto da Santa Aliança, que tinha o intuito de limitar e controlar os ideais iluministas, além das políticas de ideais liberais ao redor da Europa.

4- Dom Pedro I, teve que pagar à Portugal mais de 2.000.000 de libras, pela nossa independência.

5- O nosso Imperador se recusou a anexar a Angola, colônia portuguesa, ao país. Houve uma discussão, onde lhe foi sugerida a alocação da colônia angolana ao Brasil, mas Pedro não quis facilitar o comércio e tráfico de escravos.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

5 fatos desconhecidos sobre o Descobrimento do Brasil

Oscar_Pereira_da_Silva_-_Desembarque_de_Pedro_Álvares_Cabral_em_Porto_Seguro_em_1500

1- Mais de três meses antes do descobrimento ‘oficial’ do Brasil, em janeiro de 1500, o navegante espanhol Vicente Pinzón relatou ter chegado a um local perambulando pelos mares que era completamente desconhecido pelos reinos de Espanha e Portugal, ou seja…

2- De acordo com o livro “Sobre os Mares do Mundo”, escrito pelo português Duarte Pacheco Pereira, que esteve presente no Tratado de Tordesilhas de 1494, ele visitou terras desconhecidas ao ocidente do Oceano Atlântico. De acordo com Pacheco, no ano de 1498, ao pisar em terra firme, notou algumas ilhas de beleza estonteante, recheadas de ‘Brasil’ (Pau-Brasil).

3- Pedro Álvares Cabral, recebeu 35 quilos de ouro pela sua viagem pelo Atlântico, até descobrir o Brasil. Além do direito de poder mover 30 toneladas de pimenta gratuitamente em sua caravela.

4- O trabalho de cartografia mais antigo do país, é datado de 6 de maio de 1500. É atribuído ao astrônomo da caravela de Pedro Álvares Cabral.

5- De acordo com documentos e relatos pertinentes às respectivas épocas, Américo Vespúcio, Yanez Pinzón, Diego de Lepe, e até mesmo, há quem defenda a teoria de que chineses e vikings, cruzaram o Atlântico e passaram pelo Brasil.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Quem foi Boston Corbett ?



John Wikes Boston foi o homem que atirou em Abraham Lincoln no teatro Ford, em Washington DC. O homem que atirou em Booth chamava-se Boston Corbett. Após o assassinato do presidente em abril de 1865, Booth  fugiu, mas acabou sendo encontrado em uma fazenda na Virgínia por um grupo de soldados. As ordens eram para levá-lo com vida, mas Corbett, um dos soldados, atirou em seu pescoço. Corbett era um homem muito estranho. Alguns anos antes, ele havia se castrado para evitar as tentações de prostitutas. Mais tarde, ele se tornou um recluso, e acredita-se que tenha morrido em u, incêndio florestal em 1894.