Emidio Recchioni foi um anarquista na Itália, ao final do século 19, que foi preso várias vezes antes de fugir para Londres em 1898. Consequentemente, abriu uma delicatessen no bairro de Soho e chamou sua loja de King Bomba, uma referência irônica á alcunha de "Rei Bomba" dada ao monarca Fernando II das Duas Sicílias, que governou de 1830 a 1859. Nas décadas de 1920 e 1930, a loja King Bomba se tornou um ponto de encontro para os opositores do governo de Mussolini, e o propietario do lugar foi acusar de ser cúmplice em uma tentativa mal-sucedida de assassinar o líder fascista. As autoridades italianas pediram a extradição, mas Recchioni havia se naturalizado cidadão britânico, e o pedido foi derrubado. Emidio morreu em 1934, mas a delicatessen continuou aberta até 1971.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
Getúlio Vargas e o Estado Novo
Em 1930, foi um dos líderes do movimento armado que acabou com a política do café-com-leite, onde mineiros e paulistas se revezavam na presidência da república. Descontes, os líderes revolucionários depuseram Washington Luís e empossaram Getúlio co chefe do governo provisório.
O governo que Getúlio instaurou acabou por desagradar setores poderosos da sociedade brasileira,mas conquistou o inestimável apoio dos trabalhadores, promovendo importantes medidas sociais proteladas pelos governos da Nova República.
Getúlio tomou posse promovendo a anistia dos rebeldes das Revoluções de 1922 e 24, modificando o sistema eleitoral, incentivando a policultura e criando o Ministério do Trabalho. Em novembro, Getúlio suspendeu a Constituição e nomeou interventores em todos os Estados, menos Minas, que havia abandonado seu antigo parceiro, São Paulo, e apoiado os estados rebeldes durante o golpe. Getúlio também dissolveu o Congresso, as assembleias estaduais e as câmaras municipais. O presidente tornou-se, dessa forma, a única fonte de poder.
Além das medidas de centralização política, o ditador promulgou outras que visavam colocar a economia sob controle do governo central. Os Estados foram proibidos de contratar empréstimos externos sem autorização federal, e o governo federal passou a controlar o câmbio, por meio da monopolização, pelo Banco do Brasil, de compra e venda de moeda estrangeira, passando assim a ter controle absoluto sobre o comércio exterior. Como medida adicional, o governo começou a controlar os sindicatos e as relações trabalhistas. Getúlio também organizou instituições para intervir no setor agrícola de todo o Brasil, uma forma de enfraquecer o poder dos estados, até então autônomos, e dos fazendeiros - então, poderosa força econômica e política.
Os cafeicultores de São Paulo sentiram-se particularmente insatisfeitos com as medidas de Getúlio. Além de perder a prerrogativa de eleger presidentes paulistas, o estado estava sendo governado por um interventor imposto por Getúlio, o pernambucano João Alberto, considerado "forasteiro". Como resultado, em 1932 Getúlio enfrentou o levante de São Paulo, que exigia a promulgação de uma nova Constituição. Apesar de ter derrotado os rebeldes, o ditador não pôde deixar de realizar as eleições para a Constituinte.
Um ano antes, a nova lei eleitoral instituída por Vargas trazia importantes novidades como o voto secreto. Getúlio também criou a Justiça Eleitoral, a extensão do direito de votar e de serem votadas para as mulheres e a participação, na Assembleia Constituinte, de sindicatos de trabalhadores e de patrões, dos profissionais liberais e dos funcionários públicos. As eleições foram marcadas para maio de 1933. Entre os 254 parlamentares eleitos, estava a primeira mulher a ocupar uma cadeira no parlamento , a paulista Carolina Pereira de Queiroz. A Constituinte mudou as feições do Brasil.
Garantindo o controle sobre os meios de comunicação e por conta das reformas sociais, Getúlio conquistou o povo e, agradando os militares, garantiu apoio das Forças Armadas. Foi eleito pelo Congresso em 1934 e se tornou presidente de direito. Mas o ambicioso ditador não tencionava abrir mão do poder. Fazendo bom uso da propaganda política, Getúlio manobrou com o golpe de Estado que os comunistas tentaram dar em 1935. Obtendo poderes adicionais do Congresso, Getúlio conseguiu aprovação do estado de sítio e promoveu uma violenta repressão. Em 1937, foi divulgado um plano falso de golpe tramado pelos comunistas. Foi a desculpa que Vargas usou para dar ele o próprio golpe. Em 10 de novembro de 1937, a polícia de Vargas fechou o congresso, consumando o golpe e instaurando o Estado Novo.
Getúlio governou com poderes ditatoriais até ser deposto em 1945. "Com a ditadura vieram censura á imprensa, o culto á personalidade de Getúlio, o controle dos sindicatos operários, as prisões arbitrárias", escreve Jorge Caldeira em seu Viagem pela história do Brasil.
A Constituição outorgada pelo presidente garantia quase tudo ao governo e praticamente nada aos cidadães. O lenitivo á insatisfação provocada pela ditadura era o plano de rápida industrialização do país
De fato, durante o Estado Novo, a indústria cresceu e aumentou sua participações na economia do país. Mas buscando o desenvolvimento industrial, Getúlio se aliou aos americanos e acabou envolvendo o Brasil na Segunda Guerra Mundial, em troca, entre outras coisas, da siderúrgica de Volta Redonda.
A entrada do país ma guerra, acabou, porém, aumentando o descontentamento com relação ao Estado Novo. Com a vitória dos aliados em maio de 1945, as manifestações contra a ditadura cresceram. Sob pressão, em outubro daquele ano Getúlio renunciou depois de 15 anos no poder. Mesmo destituído do comando da nação, Getúlio continuou a influir na vida política e partidária do pais, colocando-se na oposição ao presidente eleito em 1946, Eurico Gaspar Dutra. O modelo do estado Novo em que o Estado era responsável pelo desenvolvimento, permitiu que Getúlio voltasse á cena política. Candidato á presidência em 1950, elegeu-se com 48,7 % dos votos. Mas o aumento da interferência do governo na economia provocou uma forte oposição a Vargas. Em 1954, seu chefe de polícia tramou, sem o conhecimento de Getúlio, um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, um dos maiores detratores do presidente. A oposição exigiu renúncia. Vargas, porém, resolveu o impasse político suicidando-se com um tiro no coração, no Palácio do Catete, em 24 de agosto de 1954. Saia da vida para entrar na História.
Sob Vargas, o Brasil se modernizou. Deixou de ter uma economia exclusivamente agrária e baseada na monocultura e estabeleceu as bases da industrialização. Os avanços sociais, como as garantias aos trabalhadores, incluíram uma parte da população antes desconsiderada pelas elites governantes. Apesar do paternalismo e da supressão de liberdade, Getúlio deixou uma base industrial estatal sobre a qual o presidente seguinte, Juscelino Kubitschek, pode instituir um novo modelo de desenvolvimento.
sábado, 16 de julho de 2016
Gênios da música clássica: Wolfgang Amadeus Mozart
Em 1762, juntamente com sua família, Mozart começou a sua jornada de viagem por toda a Europa, onde se apresentou em diversas cortes Europeias. Foi a Munique e a Viena entre os anos de 1763 e 1766, apresentou em vários centros musicais importantes da França, Inglaterra, Alemanha, Países baixos e Suíça. Também tocava nos órgãos da Igreja onde passava a noite inteira. Em Versalhes, ele teve uma grande oportunidade de se apresentar ao rei Luís XV. Em Paris, o seu pai publicou as primeiras obras de Mozart, dois pares de sonetas para cravo e violino. Em Londres, ele iniciou uma longa amizade com o Bach. Em Haia, Mozart adoeceu de uma febre tifoide, onde passou dois meses para se recuperar. Apesar de tudo a viagem foi lucrativa financeiramente, além de receber presentes de grande valor, como: relógios e anéis de ouro.
De volta novamente a Salzburgo, dedicou-se bastantes aos seus estudos, onde escreveu suas primeiras obras vocais para palcos, entre eles está o "Apollo et Hyacinthus". No ano de 1767, Mozart iniciou uma nova viagem. Em Viena, Mozart foi diagnosticado com Varíola, que lhe deixou com marcas no rosto. Em janeiro de 1767 a sua família retorna para a sua cidade natal. Nessa época ele escreve várias peças sacras e serenatas orquestrais. Em dezembro, junto com o seu pai ele vai para a Itália. Passou por Verona, Milão e Bolonha, onde foi testado por uma filarmônica local e que foi admitido como membro. Em Roma ele foi recebido pelo Papa, que lhe concedeu a Ordem da Espora de Ouro, no grau de cavaleiro. Sua viagem só teve fim em 1771.
Em julho de 1772, com os seus 16 anos, Mozart foi admitido músico da corte de Salzburgo. Em meados de 1774, ele apresentou em Munique a ópera "La Finta Giardineira", e passou a compôr suas primeiras sonatas de piano. Depois de pedir demissão a corte em 1777, ele passou a viver em Viena, na Áustria, sobrevivendo apenas com os seus concertos, das publicações de sua obra e de aulas particulares. Em 1778 sua mãe faleceu. Em 1781 em Munique, ele leva a ópera "Idominio", uma das mais notáveis de sua carreira.
Em 1782, ele casa-se com Costage Weber, com que teve 2 filhos. Entre 1781 até 1786, foram os anos mais produtivos para Mozart, onde ele compôs várias óperas importantes e entre elas estão: "O Rapto de Serralho" (1782), "As Bodas de Fígaro" (1786), sonatas para piano, músicas de piano, e, especial os seis quartetos de cordas dedicadas a Hady.
A partir de 1786, mesmo fazendo sucesso com suas magníficas obras, sua popularidade começou a cair, Mozart começou a sofrer crise financeira e problemas de saúde. No ano de 1791 ele compôs suas últimas obras, entre elas estão as óperas: "A Flauta Mágica" e “A Clemência de Tito”, e a missa fúnebre "Requiem".
Wolfgong Amadeus Mozart faleceu em Viena, na Áustria, no dia 5 de dezembro de 1791. Seu corpo foi velado na catedral de Viena e enterrado em cova não demarcada no cemitério da Igreja de São Marx.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Sociedade igualitária em Roma ?
Ao examinar os registros dos primeiros 50 anos do novo sistema pós-republicano, Alston estima que, entre 40 a.C e 14 d.C, 600 mil homens de toda a Itália receberam terras, sendo reassentados em 60 novas cidades no país e em outras partes do império. Metade dessas pessoas eram soldados comuns e civis, a outra metade pertencia á classe baixa, e o total do grupo representava cerca de 12% de toda a população da Itália.
Para além de explorar os efeitos desta revolução social, Alston sugere possíveis causas, alegando que a supressão dos movimentos sociais de classe baixa contribuiu para a revolução que inaugurou a eram imperial.
Como a República expandiu territorialmente, sua elite governante ficava cada vez mais rica e, como resultado, a propriedade de terra na Itália tornou-se cada vez mais desigual. Isto causou inquietação nas classes mais baixas, barulho que a elite republicana tentou várias vezes anular. Expansão territorial e rivalidades dentro da elite levaram a um aumento, em número e poder, de soldados, a maioria de origem de classe baixa. O anseio de soldados e das classes mais baixas por uma parcela maior de terra e da riqueza contribuíram para as tensões políticas que acabaram com a república e deram á luz o sistema político imperial.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
O que aconteceu com o débito dos países que lutaram nas duas guerras mundiais ?
Os Estados Unidos foram um dos primeiros a pagar dívidas significativas, sendo que os americanos pediram emprestado cerca de 337 bilhões de dólares, já devolvidos, principalmente nas décadas de 1920 e 1930, para o bancos e empresas que os financiaram.
A França aproveitou a inflação moderada em 1920 para reduzir o valor das dívidas e refinanciou a maioria após a Segunda Guerra Mundial. O maior devedor, Alemanha, pagou empréstimos das duas guerras mundiais em 2010.
Inicialmente valendo cerca de 96 mil toneladas de ouro após a Primeira Guerra Mundial, a dívida da Alemanha foi reduzidas em 1929, e não foram feitos pagamentos a partir de 1933 até o final de 1952. os termos para pagar os empréstimos foram generosamente estendidos após a Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha Ocidental se tornou aliado na Guerra Fria contra a União Soviética.
Já o governo do Reino Unido anunciou em 2014 o pagamento de 218 milhões de libras dos 2 bilhões devidos referentes á Primeira Guerra Mundial, por meio de refinanciamento de títulos inicialmente emitidos por Wiston Churchill.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
12 fatos curiosos sobre Mozart
1. Seu nome completo era Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Ao longo de sua vida se firmaria uma série de variações sobre seu nome original, sendo uma das mais recorrentes Wolfgang Amadeus Mozart.
2. Sua obra abrange todos os gêneros musicais da sua época e alcança mais de 600 criações, em sua maioria reconhecidas como obras-primas da música sinfônica, de concerto, de câmara, piano, ópera e coral, alcançando uma popularidade e difusão universais.
3. O local de nascimento de Mozart se encontra na rua Getreidegasse n.º 9 da cidade de Salzburgo. Trata-se de uma casa que atualmente conta com uma grande quantidade de objetos da época e instrumentos que pertenceram a Mozart durante sua infância.
4. Seu pai, Leopold Mozart, era o segundo mestre de capela na corte do arcebispo de Salzburgo e um compositor de pouca relevância, ainda que tenha sido um professor experiente.
5. Quando Mozart tinha quatro anos tocava clavicórdio e compunha pequenas obras de dificuldade considerável; aos seis, tocava com destreza o clavecino e o violino. Também podia ler partituras a primeira vista e tinha uma memória prodigiosa, além de uma inesgotável capacidade de improvisar frases musicais.
6. Mozart começou a escrever sua primeira sinfonia no ano de 1764, quando tinha oito anos de idade.
7. O aspecto físico de Mozart foi descrito pelo tenor Michael Kelly, em suas Reminiscências, como “um pequeno homem notável, muito magro e pálido, com uma proeminente cabeleira clara, pela qual se mostrava muito vaidoso”.
8. Se divertia jogando bilhar e indo a bailes e tinha vários animais domésticos: um canário, um estorninho, um cachorro e também um cavalo para equitação.
9. Particularmente em sua juventude, Mozart tinha um carinho assombroso pelo humor escatalógico, que pode ser visto em muitas de suas cartas que sobreviveram. Especialmente aquelas escritas para sua prima Maria Anna Thekla Mozart entre os anos de 1777-1778, mas também nas suas correspondências com sua irmã Nannerl e seus pais.
10. Ludwig van Beethoven, 14 anos mais jovem que Mozart, foi avaliou e foi profundamente influenciado pela obra deste, que conheceu quando era um adolescente. Assim como se pensa, Beethoven interpretou na orquestra da corte de Bonn as óperas de Mozart e viajou para Viena em 1787 para estudar com Mozart.
11. O discípulo mais conhecido de Mozart foi, provavelmente, Johann Nepomuk Hummel, de quem o compositor assumiu a tutela em sua casa de Viena durante anos quando era uma criança. Foi uma figura de transição entre o Classicismo e o Romantismo.
12. A inesperada e misteriosa morte de Mozart suscitou grande interesse desde o início. Foram propostas diversas de teorias sobre a morte do compositor, incluindo triquinose, gripe, envenenamento por mercúrio e uma estranha doença nos rins.
terça-feira, 12 de julho de 2016
A Origem da Fada do Dente
Cena do filme "O Fada do Dente"
Enquanto isso, vikings adultos pagavam ás crianças por dentes arrancados, que usavam em colares para lhe trazerem boa sorte nas batalhas. A ideia de trocar um dente por moedas presumivelmente espalhou-se com os viajados vikings e as duas tradições começaram a se fundir.
Outra superstição relacionada á perda dos dentes pode ser encontrada no período medieval, quando era dito ás crianças que queimassem os seus dentes de leite. Quem não o fizesse estaria correndo o risco de caçar seus dentes perdidos por toda a eternidade.
A fada não tinha envolvimento algum até então. Na França do século 17, a ideia de um 'rato dos dentes' veio do conto popular La Bonne Petite Souris, no qual o rato se transforma-se em uma fada e resgata uma rainha presa depois de empurrar seu perverso rei de uma árvore, para que quatro de seus dentes fossem quebrados. Pode ser que a história tenha se fundido em uma associação entre o bondoso rato dos dentes e uma fada. Somente no início do século 20 surgiu a fada dos dentes que se conhece hoje, uma profissional dedicada que se aproxima voando, quando as crianças vão dormir, para trocar um dente arrancado por dinheiro.
Nos Estados Unidos, a peça A Fada dos Dentes, escrita por Esther Watkins Arnold em 1927, e o livro homônimo escrito por Lee Rogow em 1949, ajudou a estabelecer a fada do dente no folclore infantil.
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